sábado, 24 de julho de 2010

Papeis

Escreveu com sangue
Todo ódio que tinha por mim,
Mas seu amor ficou apenas
Nas manchas vermelhas de carmim,
E das lembranças que ficaram
Marcadas na memória
Estão sempre as mais ruins,
Nem tudo foi dor,
Nem tudo foi gloria
E cada um escolheu uma historia
Fazendo sua própria novela,
Em que o cenário foi à vida
Mas as peças eram esquecidas
E assistir ao fim nunca foi capaz,
Continuo com o mesmo enredo
Assistindo sua própria clivagem
Não se pode retornar se esta presa,
Não se pode voltar se não fez a viagem
E devemos separar o inferno do céu,
Não queira ser sempre o principal artista,
E reconhecer que erramos
É ensaiar um novo papel

Presente e Passado

O tempo que se foi
São como cicatrizes
Eles marcam o chão cravando raízes
Valendo a pena olhar para trás,
Para ver florescer o que se plantou
E tudo que nasceu e brotou
Dará-lhe uma eterna sombra
Sustentada em seu legado,
Para isso chamaremos de passado,
Pois os atos dos homens
São como ferrões ao tempo,
Marcando a sua memória
Criando a sua historia
E para ter a certeza de estarmos vivos
Desfrutamos das mais puras emoções
Causando em nossos corpos frios e arrepios
Contraindo nosso corpo e mente
E para esse momento,
Chamaremos de presente.

A Solidão e o Cais


O meu peito é só de magoas,
E o teu sorriso que me falta
São as águas que meu barco
Precisa navegar,
Mas se secar esse rio
Minha vida por um fio
Se equilibra em teu olhar
E se sua tristeza for o meu cais
Eu juro que nunca mais
Vou a você me atracar,
Mas se em teu rosto rolasse uma lagrima
Seria o suficiente para eu me afogar,
E se o amor tiver asas
E não souber onde pousar
Faça de meus braços a tua casa,
Eu sou o cais do mundo
Seja você o meu mar,
Se sua sede se sentir só
Dando nas suas palavras um nó
Sou suas cordas e vocais a te amarrar
Calando sua própria voz
Mostrando que eu e você
Só podemos chamar de nós

segunda-feira, 19 de julho de 2010

CHICO

O homem tem no peito uma corrente
Lhe prendendo com firmeza seus pés,
Espíritas, fieis católicos e candomblés,
São as partes do fruto ou da semente,
Quem tem fé no coração que ostente
Para acreditar naquilo que não se ver
O amor nasceu para quem quer crer
Que os olhos são espelhos do seu eu
Enxergar dentro do outro o que é seu
São como unir seus elos e conviver

Mas se as montanhas não se moverem
Nunca desista do mundo querer mudar,
A espada é mais fraca que o um olhar,
E veja a claridade e luzes se acenderem,
E se ruins nem maus nunca morrerem
É para que tua força não se acomode
Se estais adormecido antão acorde
Existe um mundo novo alem daqui,
Não tem nada que não possas conseguir
Deixe que seu rio de amor transborde

O dom de fazer o bem nunca é bastante,
E escolher o caminho é a sua decisão,
Muitos faltam o que você tem na mão
Não deixe o que lhe sobra na estante,
Só expansão do amor deve ser abundante,
Já que não existem fronteiras para o bem
Ninguém deveria ter nada se outro não tem
E todo fardo e leve quando for dividido,
E não existira um só espírito absorvido
Até que de mãos dadas o mundo diga,
Amém.