segunda-feira, 30 de maio de 2011

Coração Sem Morada



Olhei pra o tempo menos menino
E cruzei minha vida com a cicatriz,
E em um solo mais firme criei raiz
Equilibrando na corda o meu destino
E como quem bamba soava um sino
Que desvirginava toda madrugada
Acordando-me ao lado da mulher amada
Que como a madrugada não era menina
E entre lençóis cumpria se a sina
De um coração sem dono e sem morada

As Linhas


As Linhas
(Kaká Bahia – João Sereno – Maviael Melo)


Tomastes as linhas da minha mão
E empinaste com ela meu coração
Feito pipa solta ao vento
Traçastes pelo relento
Numa cadencia perfeita
Do alto vejo que me manobra
E com minhas próprias linhas me esnoba
Dando-me rumo e direção
Queria eu cerol cortante
Ser a linha do horizonte
Cortar linhas voar montes
Rindo de quem me prendeu
E buscando a liberdade
Que existe nos olhos meus

Em uma das varias viagens que já fiz com meus parceiro nasceu essa poesia dentro do carro, foi tudo feito de improviso, rápido e rasteiro