segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Mago



Um homem de muitos dons
Um exemplo de amor
Amigo mago, Meu Santo
Cabelos compridos
Braço acolhedor
Uma colméia, seu lar
Que criou que criar que criará

Kikiô, Java, Raoní
Espantalho não,
Passarinho sim
No broto do mamão

Quando nasce uma canção
Ela não mais é sua
É para espalhar-se ao sol
Ou ao clarão da lua
É do universo
Versos encantados, seu som
Pérolas palavras belas
Benfazejo tom
Que esperam meninos indo, lindos
Pra ver, que é bom

Kikiô, Java, Raoní
Espantalho não,
Passarinho sim
No broto do mamão.

Música de João Sereno





Por Que Descemos Das Arvóres?


Por que descemos das árvores?
Se não tivemos nada a acrescentar,
Julgamos sermos os únicos a amar,
Mas só causamos dissabores,
Contrariamos os amores
E ainda pregamos desunião
Vemos irmão que mata irmão,
São os fatos do dia a dia
E vivemos com medo e agonia
Dos que andam de armas na mão

Construímos bombas nucleares
Com o intuito de nos proteger,
Pode-se uma batalha vencer?
Quando se destrói os lares?
Poluímos os rios e os mares
Matando plantas e animais
Somos humanos e não somos iguais
Pois nunca aprendemos a dividir
Cristo até quis insistir
Para que não fôssemos rivais

Mas o homem morre de inanição,
E outros com restos a viver,
Tendo o mundo o que comer
Por que tanta ambição?
E vivemos na ingratidão
Como se o corpo fosse eterno
Uns com trapos outros com terno
Uns com tetos outros relento
E vamos vivendo esses momentos,
Pensando no céu, e no inferno

Se continuássemos em árvores
Não teríamos o que temer
Mas aprendemos a descer
Para distribuir horrores
Construímos armas e motores
E fizemos uma devastação
Matamos baleias e pavão
Borboleta, flores e insetos
Talvez nossos filhos e netos,
Só conheçam fotos da criação

Mas construímos o avião
Para tantas vidas transportar
Cruzando os céus e o mar
Foi uma grande invenção,
Mas amarramos-lhe um canhão
Para vidas destruir
E toda harmonia consumir
Mostrando do que somos capaz
Colocamos filhos contra pais
Impedindo o ciclo de prosseguir

Descobrimos o remédio e a vacina,
Diminuindo o sofrimento e a dor,
Mas espalhamos medo e terror
Com a invenção da cocaína
Que se encontra em qualquer esquina,
Com um bandido ou com um soldado
Cada um mais qualificado
Confundindo suas profissões
Não sei mais quem são os ladrões
Nem quem está do nosso lado

Fizemos das crianças um objeto,
Trocamos seus brinquedos de infância
E as usamos com ganância
Tornando seu futuro incerto
E com o seio descoberto
Temos adolescentes nas esquinas
Fazendo do corpo matéria-prima
Que depois é jogado ao solo
Meses depois um filho no colo
Vai seguir sua mesma sina

Seria uma grande evolução
Se aprendêssemos a nos amar
Não matar mais por matar,
Ainda vivo dessa ilusão
De olhar nos olhos do irmão
Sem me sentir diferente
Ser o fruto e a semente
Vivendo sempre em harmonia
Mas quando chegasse esse dia
Eu seria macaco, e não mais gente

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Cançao de Ninar


Antes de você chegar eu já te sinto
Concreto, e ao mesmo tempo abstrato
E esta parte de mim agora é meu todo
Vai chegando de mansinho quando parto
E me vejo transformar em outra pessoa
Mudou meu corpo para que o seu se formasse
E para que o teu sorriso criança se aflorasse,
Estampando essa alegria de minha face
Vem chorar que eu te dengo
Brincando de corda bola ou mamulengo
Esta dando a minha vida outro sentido
Faz parte de meu umbigo
Seja meu filho amado e amigo