domingo, 8 de novembro de 2009

Chicote


A comunidade pode ser igual
Mas nunca será tribal
Dói mais a ferida no sal
Igual a índio no curral
Xangó já cantou humanidade
Nagô eu vou, ver eu vou
Paraíso quem viu?
A navalha menos dói
Do que o frio
Quantas vezes pelourinho.
Um corpo esticado, sozinho
Um braço forte, um chicote
Pelas costa, um golpe
A dor, a demonstração
De bater com salto alto
O corpo humano
Parecendo um palco.
Chicote que mata não prende
Quem não sentiu dor
Não entende
E quem é fraco, se rende.

Chuá, Chuá, nas costas...
Chuá, Chuá na dor...
Chuá, Chuá no peito...
Chuá, Chuá errou.

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