
Porque me condenas, se te faço viver
Não vê nos meus olhos, tanto pavor?
Sou de tua ira o que gera o amor
Muitas vezes me aproximo te evitando sofrer
Pior se me queres e não posso atender,
Sou quem seu sentimento controla
E como um mágico que venera a cartola
Vou te guiando, evitando o abismo
Quando não me enxerga, é puro anarquismo
Fazendo do tempo apenas uma esmola
Sou quem permite a criança crescer
E vislumbro numa planta todo processo
Se vou a você, em outro eu regresso
Para em outra vida tornar a nascer,
Dando continuidade ao amanhecer
Trazendo o orvalho que ora evapora
Como o crepúsculo sempre vai embora
Dando lugar ao nascer de um novo dia
Regresso novamente na mesma guia
Causando inveja a chegada da aurora
Sou quem te faz temer a serpente
E te mostro os limites do ar e do mar
Quando próximo te ensino a amar
Sem mim não existiria fruto ou semente
Não distingo animais de gente
Todos são frutos a apodrecer
Quando perdes queres vencer
Mas não se lembra do juízo final
Mascarando o bem, mostrando o mal
Chama-me, mas não querendo me ver
Mostro ao homem que o processo carnal
Consome a essência de todo espírito
Tornando a bondade sempre um mito,
E fazendo da pureza uma coisa banal
Vivendo de festas e de carnaval
Vai levando a vida todo extremo
Mas se cai de joelhos fica ameno
Pedindo a seu penar eterno perdão
Olhando pro céu querendo uma mão
Que diminua todo seu veneno
Não vê nos meus olhos, tanto pavor?
Sou de tua ira o que gera o amor
Muitas vezes me aproximo te evitando sofrer
Pior se me queres e não posso atender,
Sou quem seu sentimento controla
E como um mágico que venera a cartola
Vou te guiando, evitando o abismo
Quando não me enxerga, é puro anarquismo
Fazendo do tempo apenas uma esmola
Sou quem permite a criança crescer
E vislumbro numa planta todo processo
Se vou a você, em outro eu regresso
Para em outra vida tornar a nascer,
Dando continuidade ao amanhecer
Trazendo o orvalho que ora evapora
Como o crepúsculo sempre vai embora
Dando lugar ao nascer de um novo dia
Regresso novamente na mesma guia
Causando inveja a chegada da aurora
Sou quem te faz temer a serpente
E te mostro os limites do ar e do mar
Quando próximo te ensino a amar
Sem mim não existiria fruto ou semente
Não distingo animais de gente
Todos são frutos a apodrecer
Quando perdes queres vencer
Mas não se lembra do juízo final
Mascarando o bem, mostrando o mal
Chama-me, mas não querendo me ver
Mostro ao homem que o processo carnal
Consome a essência de todo espírito
Tornando a bondade sempre um mito,
E fazendo da pureza uma coisa banal
Vivendo de festas e de carnaval
Vai levando a vida todo extremo
Mas se cai de joelhos fica ameno
Pedindo a seu penar eterno perdão
Olhando pro céu querendo uma mão
Que diminua todo seu veneno

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