domingo, 8 de novembro de 2009

Farejador


Na primeira noite que perdi os olhos
Sair para me embriagar
E como tudo era obscuro tanto quanto escuro
Não escolhi mesa ou lugar
Nesse exato momento um dos meus sentidos se aguça
Um cheiro meigo e bonito toma conta do lugar
Perdi com os olhos a timidez
Era como se tivesse vergonha do olhar
Nessa mesma noite eterna e escura
Tive-lhe em meus braços
Mas o frio mostra que chegou o dia
Pra mim sempre noite por ironia
Me vi perdido a vagar
Minha cama vazia mantinha seu cheiro
E aquele lençol passou a ser pequeno
Para minhas lagrimas enxugar
Hoje vivo de bar em bar a te procurar
Te caçando como um cão a farejar
Não me deixaste apenas um nome
Mas continuo a caçar
Carregando a incerteza de um dia te encontrar

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